Comecemos fixando que, para a nossa coletividade, o Sagrado é a espiritualidade universal inerente a todo ser humano e vivente no interior de cada um (Pai Rivas). As religiões e mesmo as filosofias, ciências e artes podem ser consideradas como veículos igualmente orientados para se atingir o Sagrado e a Realidade. Assim, respeitando as variações dos caminhos que cada um tem o direito de seguir, propugnamos como fundamental a "TOLERÂNCIA COM AS DIFERENÇAS".
Tolerar as diferenças significa respeitar a pluralidade de manifestações do Sagrado. Significa também entender que na pluralidade encontra-se a Unidade e Universalidade de todas as coisas dependendo da percepção da Realidade. Todavia, tolerar as diferenças não é permitir as desigualdades. Podemos ser diferentes, mas compartilhamos a mesma Essência e permitir desigualdades é negar a espiritualidade e o direito universal.
O caminho de verticalização em direção ao Sagrado acompanha-se do desenvolvimento concomitante de uma horizontalização que se repercute em respeito à vida, a si mesmo, ao semelhante e à natureza. Por isso, propomos uma sociedade onde o Sagrado, a Espiritualidade Universal tenha uma figuração central e uma papel primordial a partir do qual surjam os sistemas cultural, o social, o político e o econômico e para onde caminhem em convivência pacífica e convergência a Filosofia, a Ciência, a Arte e a Religião.