Rito Oro Ashe Eshu no Centro de Cultura Viva das Tradições Afro-brasileiras.


São Paulo, 09 de agosto de 2008.

Realizou-se importante rito ocorrido nas dependências do Centro de Cultura Viva das Tradições Afro-brasileiras no dia 05/07/2008: o Oro Ashe Eshu.

Cerca de 70 pessoas participaram da Cerimônia-Vivência que relaciona o fundamento de ligação do indivíduo com o seu destino, com Ipha e Eshu - Oro Ashe Eshu, segundo os erós e awôs preconizados pelas Tradições Afro-Brasileiras.
As pessoas participantes, a maioria adeptos dos Cultos Afro-Brasileiros e algumas pessoas não ligadas diretamente aos Cultos (estudantes de sociologia e antropologia), vivenciaram 14 horas de puro Ashe em um ambiente da mais profunda paz, harmonia e alegria. No término receberam objetos contendo o Ashe que eles mesmos construíram com Pai Rivas.
Já está programado para o final de agosto outro Oro Ashe Eshu e mais ritos e cursos onde as vivências aliam teoria e prática (sendo essencialmente práticos) aos sábados (em um período aproximadamente de 14 a 16 horas). Na oportunidade, serão transmitidos e desenvolvidos a força propulsora da vida, a força propulsora de toda existência e, por conseqüência, de todos os ritos naquilo que denominamos Ashe.
Ratificamos que todos os segmentos estiveram nessa vivência representados. Sacerdotes, Sacerdotisas, adeptos e filhos espirituais da Pajelança, do Candomblé de Caboclo, da Umbanda Omolocô, da Jurema (Caa-timbó), do Terekô, do Xambá, do Toré, da Umbanda Traçada, da Umbanda Iniciática e de todas as formas de se compreender e praticar a Umbanda.

 

Assentamento de Eshu Olobé/Bará responsável pelo Oro Ashe Eshu que foi moldado e assentado por Pai Rivas para o rito realizado na Casa de Cultura Viva no dia 05/07/08


Pai Rivas fazendo as cantigas de Eshu, em especial Eshu Olobé/Bará


Participantes do Oro Ashe Eshu louvando o Ajubó de Oxaguian (Orisha patrono da casa)


Diz Pai Rivas que Ipha é branco e Yebiru (sua esposa) é vermelho. Dessa inteiração de branco e vermelho surge Eshu, o preto, que é quem está manifestando o oráculo por intermédio de "Egun" (16 ossos = 16 odus)


Pai Rivas "lendo" o Odu Ipha-Eshu individual que servirá de base para o rito


Adeptos anotando fundamentos em uma das salas da Casa de Cultura


Participantes segurando o Ocuta que representa vida longa e que afasta a morte, doenças e misérias da vida


Pai Rivas espargindo o Ossun (pó vermelho) que nesse ritual significa a riqueza no destino e prosperidade em todos os níveis. Também espargiu Yerossun (pó branco) que significa pureza de intenções e bons auspícios no destino das pessoas


Cada participante mostrando o seu Eshu e o Odu (destino individual)


Imagem do Eshu e destino construídos


Participantes comendo o Ajeun


Pai Rivas montando o Aguire ou Oguire constituído por elementos minerais, vegetais e animais específicos de cada um levantados no rito, fazendo a ligação do indivíduo Ipha Eshu (destino individual). Nesse Oguire estão impressos os sinais do Odu individual além dos elementos citados, estão inseridos os sinais de Ipha (Lonan Ipha)


Assentamento de Eshu Olobe Bara moldado por Pai Rivas em argila


Os participantes recebendo o Amacy que também foi vertido nos Cawries e no Ocuta


Participante prostado louvando o Odu Obará


Ambiente de descontração e confraternização onde Pai Rivas dialoga com os participantes


Mestre Canindé (contador de histórias tal qual Ipha) acostado em Pai Rivas


Após o rito Oro Ashe Eshu, participantes entram no santuário da Jurema (Encantaria) para terem um encontro com os Encantados, em especial com o Mestre Canindé e seu povo


Encerramento em um ambiente fraterno de muita paz e alegria, vemos todos agradecendo o dia de paz e sucesso pedindo que Orumila-Ipha (o Sr. do Destino) dê bom destino às pessoas e a toda humanidade


 

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