Diálogo Intra-Religioso

Título: Diversidade Ritualística de Umbanda

Diversidade Ritualística de Umbanda - Diversidade na Forma de Apresentação das Entidades de Umbanda - Exu - Aspectos Poliédricos - Tradição Cósmica - Tradição Universal - Tradição como uma Unidade Aberta


Lideranças participantes:
Professor Coordenador das Disciplinas Sociologia e Teologia Umbandista da FTU - F. Rivas Neto - Pai Rivas
Diretora-Secretária do CONUB - Márcia Pinho P. F. de Andrade - Mãe Márcia
Tenda de Umbanda José de Ribamar (Fortaleza - CE) - Caio Quindere - Caio de Omulu
Templo de Umbanda Cabocla Flecha Branca - Elizabeth Alves Dias - Mãe Beth de Oxum
Terreiro de Umbanda Flores de Angola (Campinas - SP) - Jansen Grininger - Pai Carnaúba
FUCABRAD - Fundação de Umbanda e Cultos Afro-Brasileiros de Diadema e Tenda de Umbanda Caboclo Ubirajara e Exu Ventania - Cássio Lopes Ribeiro - Pai Cássio Ribeiro

Data do evento
15/junho/2005
Local
Salão Nobre da Faculdade de Teologia Umbandista

Resumo do Locutório

1- Tradição é o elo entre o passado e o presente.

2- A tradição, assim como a cultura, embora preservem o essencial, se adaptam aos novos tempos (sem ortodoxias, mas sem modismo), que não podem e não devem se afastar das conquistas proporcionadas pelas Ciências.

3- Há óbices para interação entre a Religião e a Ciência, pois muitos desejam que a primeira seja imutável, enquanto a segunda a Ciência é mutável.

4- Se a Religião é um valor inerente ao ser humano, os valores se modificam, se aperfeiçoam, acreditamos que as “Potestades” nos proporcionam um mundo interno que está em construção, portanto em constante evolução, não somos seres espirituais “prontos”, estamos em construção e este fato deve ser observado e entendido, tal qual acontece no universo. Aproveitando o ensejo, Pai Rivas disse que muitas coisas que escreveu, não escreveria. Afirmou que estamos muito distantes da verdade absoluta, não tendo a última resposta, pois não tem a última pergunta. Tudo está em construção, nada é definitivo deslindando-se definitivamente da ortodoxia e do fundamentalismo.

5- No quesito “entidades espirituais”, concluímos que o Comando Espiritual de Umbanda obedece aos cânones da espiritualidade Superior, assim enviam-nos Entidades Espirituais que embora simples, puras e humildes são, sem exceção, todas sábias. Se houver erros não são delas, mas sim dos médiuns.

6- No Ìtem 5 inferimos que todo e qualquer “templo” que pratique a Umbanda, independente das Escolas, as “entidades espirituais” terão o mesmo discurso, mesmo que seja com palavras diferentes (há diferenças, mas não desigualdades).
Infelizmente, muitos não permitem que seus discípulos visitem outros templos, que apesar de terem suas razões, que respeitamos, bom seria que todos pudessem visitar todos os templos como se estivessem nos seus (que na realidade são).

7- Precisamos melhor entender e praticar o respeito com a diferença. É um processo de dupla via, isto é, sou respeitado, mas tenho de respeitar. Precisamos vivenciar e praticar a alteridade, o outro como se fosse nós mesmos. Assim teremos uma Umbanda de umbandistas mais unidos, proporcionando a construção de um mundo melhor!

P.S.- Antes do Locutório houve a apresentação do grupo musical Kangoma, formado por membros da Umbanda.


Voltar