Diálogo Intra-Religioso

 

Título: POLÍTICAS NA UMBANDA

  1. Aspectos Internos
    1. União Umbandista
    2. Diversidade dos cultos Umbandistas
    3. Respeito às diferenças
    4. Convivência Pacífica
    5. Na diversidade de cultos, a Umbanda encontra sua unidade
  2. Aspectos Externos
    1. Aspectos internos realizados
    2. Promover Políticas não somente corporativistas
    3. Atuação direta ou indireta no poder Legislativo, Executivo e Judiciário (Pressão Social)
    4. Políticas que precisamos ter nos seguintes aspectos:
    a. Espiritual
    b. Cultural
    c. Social
    d. Político
    e. Econômico
    5. A diversidade de cultos imita a Pluralidade da Democracia e por analogia as várias ideologias que compõem o corpo das políticas.


Lideranças participantes:
F. Rivas Neto - Pai Rivas
Professor Coordenador das Disciplinas Sociologia e Teologia - Umbandista da FTU - Faculdade de Teologia Umbandista
Márcia Pinho P.F. de Andrade - Mãe Márcia - Diretora-Secretária do CONUB
Pai Cássio Ribeiro – FUCABRAD Fundao de Umbanda e Cultos Afro-Brasileiros de Diadema – Tenda de Umbanda Caboclo Ubirajara e Exu Ventania
Pai Demétrio Domingues - Pres. Conselho de Comunidade Umbandista na FTU
Mãe Mônica Varela - Presidente da FEUCAMT
Dr. Antonio Basílio – Diretor Jurídico do SOUESP – Pré-candidato a deputado estadual – SP-2006

Data do evento
15/agosto/2005
Local
Salão Nobre da Faculdade de Teologia Umbandista

Resumo do Locutório (doc pdf)

INTRODUÇÃO

No momento em que o MEC autorizou o funcionamento da FTU, formalizou o saber religioso, abriu-se um canal de comunicação com a sociedade, incluindo matérias ou disciplinas acadêmicas, permitindo o questionamento e revisão recíprocos.

Os alunos do Curso Superior de Teologia Umbandista (o único autorizado pelo MEC, portanto legal e legítimo) da FTU, desde o primeiro ano têm na sua grade curricular, além da Teologia Umbandista (lecionada nos quatro anos) Ciência Política, Sociologia, entre outras disciplinas.

Neste diálogo intra-religioso (que já esta fazendo escola em seu meio) discutiu-se Políticas na Umbanda, sua conscientização e necessidade de algo que atenda aos alunos e á sociedade umbandista.

Após este breve relato penetremos na discussão, no sumário.

SUMÁRIO

Definiu-se política como parte da teoria do poder social. Para Aristóteles, a política era uma continuação da ética, só que aplicada à vida pública era a arte, a ciência de governar a pólis (cidade-estado).

Após a discussão filosófica, chegou-se a conclusão, que o conceito de política está diretamente ligado ao poder (e quantos têm brigado por esse tal poder?). Tanto é verdade que academicamente, política é tida como o processo de formação, distribuição e exercício do poder. Temos que poder é a posse dos meios que levam a produção dos efeitos desejados .

A ciência política estuda o poder do homem sobre outros homens, isto é, poder social, mas também se interessa pelo poder sobre a natureza, porque essa categoria de domínio também se transforma em instrumento do poder social.

O detentor do poder para conseguir os efeitos desejados pode utilizá-lo de três formas:

•  poder econômico

•  poder ideológico

c. poder político

Embora nos interesse o poder político, os três são interdependentes, sendo necessário percebê-los, entendê-los.

O poder econômico utiliza a posse de certos bens socialmente necessários para induzir aqueles que não os possuem a adotar determinados comportamentos como, por exemplo, realizar determinado trabalho.

O poder ideológico utiliza certas idéias, valores, doutrinas para influenciar a conduta alheia, induzindo as pessoas a modos de pensar e agir.

O poder político utiliza a posse dos meios de coerção social, isto é, o uso da força física considerada legal ou autorizada pelo direito vigente da sociedade.

Após estes esclarecimentos, fizemos nossas as palavras do genial Norberto Bobbio ( Estado, governo, sociedade - Para uma teoria geral da política )

“O que tem em comum essas três formas de poder (político, econômico e ideológico) é que eles contribuem conjuntamente para instituir e manter sociedades de desiguais divididas em fortes e fracos com base no poder político; ricos e pobres com base no poder econômico; em sábios e ignorantes, com base no poder ideológico. Genericamente, em superiores e inferiores”.

Resumindo as sábias considerações do cientista italiano:

•  O poder econômico – mantém os privilégios das classes dominantes;

•  O poder ideológico – procura manter os privilégios controlando a organização do consenso social (os meios de comunicação de massa – televisão, jornais, rádios, revistas.)

•  O poder político – domínio por intermédio da força institucional e jurídica controlando os instrumentos de coerção social

Concluindo, o poder cujo meio específico é a força, de longe é o meio mais eficaz para condicionar os comportamentos; o poder político é, em toda sociedade de desiguais, o poder supremo, ou seja, o poder ao qual todos os demais estão de algum modo subordinados (esta é a única intenção dos que querem codificar a Umbanda).

POLÍTICAS NA UMBANDA

Aspectos Internos

•  UNIÃO UMBANDISTA

Necessário fazer-se urgentemente a união umbandista, independente das formas de se pensar e praticar a Umbanda. Somos pela diversidade de cultos e ritos , que apesar de diferentes, não são desiguais, portanto não há o mais ou menos importante, todos são importantes .

Infelizmente, muitos não cogitam a necessidade de unidade, pois estão interessados no poder, que se é justo na política, é inconcebível nas coisas da religião, pois o poder é dos Orixás e não dos homens (a religião auxilia, orienta a política e políticos mas não é política-poder).

•  DIVERSIDADE DE CULTOS UMBANDISTAS

Precisamos de políticas que incentivem a diversidade de cultos como algo de valor inestimável em nossa religião. Somente assim respeitaremos a alteridade, o outro, valorizaremos todas as formas de se pensar e praticar a Umbanda. Não podemos codificar a Umbanda, caso contrário, nossos mentores espirituais já o teriam feito. Podemos codificar nosso próprio terreiro, mas não todos. Cada segmento deve e tem de ser respeitado, pois são ângulos de interpretação diferentes de uma mesma Doutrina – a Umbanda .

•  RESPEITO ÀS DIFERENÇAS

Respeitar as diferenças constitui dever e é um ato de fraternidade. O mesmo não se aplica ao erro que é um defeito de caráter e deve sofrer as sanções sócio-jurídicas.

A Umbanda, como religião surgida de um caldeamento cultural, é pela não exclusão, pela total inclusão. Na Umbanda não há marginalização, algo deprimente e corrente em nossa sociedade tão injusta.

•  CONVIVÊNCIA PACÍFICA

A Umbanda devido aos seus vários segmentos ou escolas (ângulo de interpretação) na forma de doutrina e prática, para manter sua unidade na diversidade e possuir uma política de consenso em suas necessidades (contra a discriminação que sofremos de outros setores ou da sociedade como um todo) precisa de união, de convivência pacífica. Não importa a forma, a maneira de encarar ou praticar a Umbanda, precisamos estar unidos, convivermos pacificamente, sem brigas, dissensões, fragmentações. Carecemos de convivência pacífica, que é o mínimo que pode-se esperar de uma religião que pretende ser brasileira e trazer soluções em todos os âmbitos.

É hora de conscientização e de ação! Não pode haver desunião nas lideranças, pois quem assim age está em desacordo com os Orixás e seus fundamentos .

Unidos já! Esqueçamos os desentendimentos. Esqueçamos desavenças, orgulho ferido. Mais uma vez, pensemos só na Umbanda.

•  NA DIVERSIDADE DE CULTOS A UMBANDA ENCONTRA SUA UNIDADE

É inacreditável como alguns pregam que a Umbanda deveria imitar outros setores filosófico-religiosos que são “bem sucedidos”. Entenda-se “bem sucedidos” como os que possuem redes de televisão, de rádio, de jornal e conseguem eleger muitos políticos, tanto em âmbito do legislativo, como no executivo em diversas instâncias (verticalidade).

Será mesmo isso que as entidades espirituais de Umbanda desejam? E não adianta responder que eles são espíritos e não interferem em nossa vida... Óbvio que interferem. Atuam incentivando, inspirando os bem-intencionados nas ciências, nas artes, na filosofia e nas próprias religiões, tornando-as mais condizentes com a evolução, com o progresso espiritual, enfim, com a melhoria do próprio homem.

Outros dizem que não precisamos fazer tal qual os setores citados, mas que precisamos de marketing.

Ora, que melhor marketing podemos fazer, que dê o máximo de visibilidade possível à Umbanda, se não o da democrática e inclusiva diversidade de cultos que nos remete à unidade? Muitos podem questionar, como?

Isso deve-se a formação do povo brasileiro. Esse foi formado pela confluência, entrechoque e caldeamento de três matrizes: português conquistador; índios silvícolas; negro africano escravizado.

Desse caldeamento surgiu a etnia brasileira, culturalmente diferente de suas raízes ou matrizes formadoras, mas que mantém traços ou elementos culturais delas, fator este importante na inclusão de todos, característica única de Umbanda. A Umbanda não particulariza, ela universaliza sendo pois, contrária em sua ação ao etnocentrismo (o meu grupo é melhor que os outros!??)

Antropologicamente, o que melhor caracteriza a etnia brasileira é o mestiço , que não é só negro, não é só indígena, não é só branco, é brasileiro.

Devemos aproveitar essa peculiaridade na Umbanda, que pode e deve atender a todos, pois é essencialmente miscigenada, pela diversidade, que é liberdade, tal qual precisam todos os brasileiros, todos os homens, a humanidade como um todo.

Se tudo isso não for nosso marketing, qual será?

Sim, só não será, pois insistimos em desunião, em querer um poder temporal que uns e outros desejam “ter” e “manter” a qualquer custo. Que se mexam as lideranças umbandistas de fato e de direito, convocando imediatamente as bases. Deixem-nas se manifestar, que é o que desejamos aqui na FTU, com esse e tantos outros locutórios. União já! União sem exclusão; sendo por isso que chamamos a todos, e não somente as lideranças, queremos ouvir a todos e que o todo decida. Bem, alguns disseram que jamais pisariam na FTU; sim, sabemos o porquê, todos sabem... continuaremos a respeitar, procurar a convivência pacifica tão necessária à nossa visibilidade na sociedade. Isso é possível, dizendo não a códigos ou codificação que é algo autoritário, arbitrário, totalitário que fere a ética e o bom–senso umbandistas.

POLÍTICAS NA UMBANDA

Aspectos Externos

1. Aspectos internos realizados

O que se seguirá não representa necessariamente a opinião de todos os palestrantes da mesa do locutório composta por:

Pai Demétrio Domingues – Presidente do Conselho da Comunidade Umbandista na FTU – Presidente da Associação Paulista de Umbanda

Pai Rivas – Moderador dos locutórios e Diretor Geral da FTU

Mãe Márcia Pinho – Diretora do Souesp e professora da FTU – Conselheira na FTU – Presidente da Fundação Ycaraí

Mãe Mônica Varela – Presidente da FEUCAMT e Conselheira da FTU

Pai Cássio de Ogum – Diretor do Souesp e Conselheiro da FTU

Dr. Antonio Basílio – Diretor Jurídico do SOUESP – Pré-candidato a deputado estadual – SP-2006

E todas as demais lideranças que participaram dos locutórios anteriores (vide os anteriores).

Reforçou-se a necessidade da união umbandista, que infelizmente encontra sérios obstáculos naqueles que desejam a codificação de Umbanda, que concluiu-se buscam o “poder” para melhor controlá-la, mais facilmente angariarem posições que lhes forneçam vantagens várias, enfim seus objetivos são exclusivamente mercantilistas, e isso todos os umbandistas precisam saber. Necessitamos de quem viva para a Umbanda e não somente viva da Umbanda .

Os ataques que a FTU vem sofrendo por propagar a diversidade ou pluralidade de cultos (que é tolerância com as diferenças) são provindos daqueles que a todo custo querem normatizar a Umbanda, para melhor controlá-la. São os mesmos que inescrupulosamente denominam suas instituições “de ensino” como Universidade de Umbanda, o que convenhamos é digno de interpelação judicial, pois demonstra querer confundir a sociedade em relação a FTU, a única Faculdade de Teologia credenciada pelo MEC como curso superior (universitário). Não satisfeitos, querem, denegrir a imagem da FTU, colocando-a no mesmo nível de seus cursos, que embora respeitáveis, não são cursos superiores, e nem autorizados pelo MEC, como curso de Teologia. Portanto, queremos reiterar a comunidade umbandista que não existe, infelizmente, nenhuma universidade de umbanda, e muito menos curso de teologia umbandista em nível superior. A única Faculdade de Teologia Umbandista, autorizada pelo MEC, e que pode ser freqüentada por todos os interessados, após aprovação no processo seletivo (vestibular) e que após cursarem por quatro anos, de 2ª a 6ª feiras das 19h às 23h, serão diplomados em Teólogos Umbandistas , independente de serem sacerdotes.

Encerrando, podemos afirmar que as partes do todo não são maiores que o todo; nenhum segmento de Umbanda isolado é maior de que ela. Tendo isso como norte a Umbanda crescerá, se unirá, e poderá atuar na sociedade como desejam todos os guias espirituais de Umbanda, isto é, estendendo a luz e a caridade, sem exceção, pois a Umbanda é a religião da não-exclusão, onde todos são incluídos.

2. Promover Políticas não somente corporativista

Nos últimos 40 anos a Umbanda vem sendo vítima de uma perseguição preconceituosa por vários setores da sociedade. Isto levou a muitos umbandistas de escol a pleitearem a necessidade de se ter representatividade nos vários setores da sociedade, inclusive, é claro, na política.

Achamos justo pleitear-se uma melhor visibilidade e isonomia à Umbanda na sociedade e isto implica em elegermos candidatos umbandistas. Muitos, todavia não-umbandistas ou aproveitadores de última hora (não estamos falando de umbandistas de quatro costados que se lançaram com amor e fé nos pleitos eleitorais) lançaram-se como candidatos de umbanda, e se eleitos jamais se lembraram de sua fé, se é que tinham, ou suas funções ficaram reduzidas a conseguir este ou aquele logradouro público para os eventos umbandisticos e só. Para isto não precisamos deles, pois Câmara dos Vereadores, Assembléia Legislativa, Câmara dos Deputados são de uso público, independem de pedidos dos nobres legisladores. O mesmo acontece com relação a cessão de estádio aberto, ginásio fechado etc, pois também são públicos.

Com isto quisemos afirmar que além das reivindicações umbandistas, o candidato precisa ter um projeto amplo para a sociedade, pois aí demonstraremos que nos interessamos pela melhoria do homem e de sua qualidade de vida, independente de ser umbandista.

O corporativismo (etnocentrismo) é uma posição antipática perante a sociedade. O político que for eleito deve, como dissemos, ter um bom programa no aspecto cultural, social, político, econômico e religioso, que com certeza terá grandes chances de ser eleito. Teremos maiores chances de conquistar o legislativo, o executivo, só precisamos desta visão sócio-política, que de forma alguma se afasta de nossos princípios de fraternidade e solidariedade, ao contrário, consolida-os.

Apesar de humilde e simples nossa gente, seja liderança ou base (que precisamos construir, pois temos líderes de quem e para quê?) é inteligente. Só precisamos ouvir a todos, mesmo os que são contrários à diversidade. Aliás os convidamos, e como sempre fizeram, infelizmente para a Umbanda, disseram que jamais pisariam na FTU. Esqueceram que a FTU é de todos, pois a mesma é uma conquista da sociedade como um todo e especialmente para a umbandista.

3. Atuação direta ou indireta no poder Legislativo, Executivo e Judiciário (pressão social)

Como atuação direta nos referimos a umbandistas ocupando cargos nos poderes citados. Indireta, é que muitos umbandistas (talvez a maioria) tem receio e porque não dizer, vergonha de confessar sua fé; e muitos deles já ocupam posições de destaque nos órgãos citados.

Por isso, mais uma vez, insistimos, que carecemos de verdadeiros esclarecimentos, sem cizânias estéreis, que beiram às raias do absurdo ou do non sense fundamentalista. Precisamos de união entre todos os umbandistas, sejam eles atuantes ou não. Acreditamos que haja muita desinformação, muito mito e fantasia sobre a Umbanda. A fantasia é pior que a realidade.Para sanar tal estado precisamos reunir, conversar fraternal e abertamente com todos. Há necessidade de lideranças, não como concorrentes, mas convergentes, caso contrário estaremos fadados ao descrédito, como vem acontecendo por parte de outros setores, esses sim interessados em concorrer conosco, o que é absurdo. Mais absurdo ainda é concorrência entre nós umbandistas. Será isto que desejam nossos Orixás, nossos Ancestrais Ilustres, sejam Caboclos, Pretos-Velhos, Crianças, Baianos, Marinheiros, Boiadeiros, Ciganos, Linha do Oriente entre outros?

Precisamos urgentemente pensar nestas e outras coisas inadmissíveis para a religião, mormente no início do 3º milênio – o milênio da espiritualidade. Avante irmão, esqueçamos e vençamos nosso ego, pensemos na Umbanda, na família planetária, que carece de fé, amor, verdade, sabedoria, caridade, solidariedade e, acima de tudo, seriedade.

Alavancados na sociedade, enquanto não conseguirmos união plena, que nos faça exercer cargos políticos, necessitamos que as lideranças reúnam suas bases para promoverem pressão social, política e econômica. Muitos perguntarão, como?

O projeto é muito simples:

Formar comissões mistas de umbandistas de várias lideranças e suas respectivas bases para atuar:

•  nas associações de bairro

•  nas sub-prefeituras ou regionais

•  nas câmaras municipais

•  nas Assembléias Legislativas

•  na Câmara dos Deputados (nível nacional)

•  no Senado (nível nacional)

•  nos Ministérios do Executivo (nível nacional)

O mesmo pode-se aplicar ao Poder Judiciário, e mesmo a outros setores do Estado ou Iniciativa Privada (pressão social)

É algo que precisamos pensar, conversar com maturidade, com seriedade, esquecendo as desavenças pueris ou de personalismo inútil.

Essa é a contribuição política da FTU e da maioria das lideranças e bases umbandistas. Sim, se somos umbandistas, não há nexo separar esse daquele, mesmo que for por política. Político é um articulador não um desestruturador ou aniquilador, e em sendo de Umbanda, também é humanitário, fraterno.

Mas muitos perguntariam: não ficou claro a atuação das comissões mistas (de várias lideranças e suas respectivas bases), como atuariam?

Simplesmente fazendo pressão, estando presente, fazendo-se vista. Com certeza, seremos notados se estivermos todos os dias nos locais citados, e isto pode ser feito na forma de rodízio, com a mesma intenção, a de fazer pressão social, política, que beneficie a sociedade como um todo, e nela a comunidade umbandista. Temos certeza que em reduzido espaço de tempo seremos chamados não só para opinar ou participar, mas ocuparmos cargos políticos no legislativo e no executivo.

Óbvio que de forma apartidária e independente iríamos obter parcerias com partidos que mais próximos estejam de nossa ideologia.

Qual seria nossa ideologia? A que nos ensina a Umbanda. Necessário se faz a atuação de um Conselho Nacional de Umbandistas, o CONUB, que trabalhando em conjunto com as federações e demais órgãos proporiam discussões sobre quais políticas atenderiam os anseios da Umbanda (particular) e de toda sociedade (universal).

No término, queremos afirmar que há 10 anos a mantenedora da FTU com outras veneráveis instituições de Umbanda, vem propondo Políticas na Umbanda e acreditamos ser esse o momento ideal para ser levada a toda comunidade Umbandista, para a sociedade em geral.

Outras sugestões serão bem-vindas!

União e política já! Já estamos fazendo política, só restando contatar o Brasil todo.

4- Políticas que precisamos ter nos seguintes aspectos:

•  espiritual

•  cultural

•  social

•  político

•  econômico

No item anterior discutimos a necessidade de uma cultura política, algo que demanda tempo. Demonstrou-se como adquirir essa cultura política, isto é, o exercício da cidadania, que ainda é embrionário na maioria das pessoas.

É importante reiterar que nossa posição sobre as políticas de umbanda, há muito tempo discutidas com todas as lideranças e suas bases (carecemos de formar e aproximar as bases, a maioria de nossos irmãos umbandistas, e ouvi-los ) tem como mote a participação de todos, mesmo aqueles que são contrários à pluralidade ou diversidade na forma de pensar e praticar a Umbanda. Na diversidade, propagada por essa lideranças e suas bases todos podem e devem se manifestar ( se quiserem) mesmo os contrários, ou seja os favoráveis à codificação de Umbanda. Na FTU todos têm como direito expor suas opiniões, sendo nosso dever ouvi-los. Podemos ser contrários aos conceitos, mas nunca às pessoas que acima de tudo são umbandistas e como nós, seres humanos. O mesmo acontece quando nos convidam. Mesmo sendo contrários a determinados pontos de vista, com muito prazer vamos ao encontro dos irmãos para dialogar fraternalmente, pois não queremos ferir a ética umbandista, nem violar nossa própria consciência que nos pede tolerância, respeito com as diferenças, convivência pacifica que nos remete à convergência e à paz mundial.

O mote principal da FTU é: educando para uma cultura de paz , que esperamos grassar a toda família umbandista e por que não a toda família planetária.

Após nosso intróito que foi aderido por signatários de muitas lideranças, não só de São Pulo, mas de todo o Brasil, que estiveram direta ou indiretamente participando de nossos locutórios, resumamos o item anterior.

À religião não compete apenas os patrimônios da fé, esperança e consolação, mas de remir e reunir o homem consigo mesmo (pontual) com seus iguais (horizontal) e com o Sagrado (vertical), neutralizando a miséria, as injustiças sociais e de todos os âmbitos.

Por isso, sugerimos, e foi amplamente aceito o projeto político que se forma, com a união entre as várias lideranças, o mesmo ocorrendo com as bases.

Nossa ação se atém em atuar em vários níveis. Mesmo que for só com a presença, que terá de ser diária; mesmo que vá apenas um umbandista com sua vestimenta branca, e atenha-se a observar e ser observado, anotando, sempre que possível o que é de interesse para futuras reivindicações, assim sugerimos que se freqüente diariamente os seguintes locais públicos:

•  Associação de amigos de bairro (municipal)

•  Sub-prefeituras ou regionais (municipal)

•  Câmara dos vereadores (municipal)

•  Assembléia legislativa (estadual)

•  Câmara dos deputados federais (federal/nacional)

•  Senado (federal/nacional)

•  Ministérios

•  No poder judiciário, onde for permitida a presença

Queremos que nossa presença seja notada. Quando formos notados desejarão saber quem somos. Conseguiremos fazer pressão social, política e econômica, e com certeza, seremos ouvidos em nossos modos de entender o espiritual, o cultural, o social, o político e o econômico.

Resumindo, esses pilares estruturais das políticas de Umbanda, que poderão ser encontrados em minúcias nos vários programas e projetos da FTU e das lideranças participantes.

•  Espiritual

Somos contrários ao autoritarismo que é o ato ou capacidade de querer controlar as ações alheias. Somos favoráveis àqueles que possuem autoridade, isto é, os que possuem capacidade de orientar os que assim desejam .

Ao primeiro associamos aqueles que desejam engessar a umbanda querendo codificá-la, possuir uma só forma de pensá-la ou praticá-la ferindo os cânones da liberdade. Algo que é direito inalienável em todos os planos do universo.

Os segundos são os que entendem a pluralidade como o caminho libertador, seguindo os ensinamentos de todos os mentores espirituais de umbanda, que respeitam os ângulos de interpretação de cada grupo ou escola que possuem sua linha de transmissão e sua linhagem de seguidores.

Resumindo mais uma vez, temos que o Sagrado é a espiritualidade universal inerente a todo ser humano e não a uma aristocracia (o poder para os “melhores”) de predestinados ou codificadores, quando não, “enviados divinos”.

Os guias espirituais de umbanda nos ensinam (a todos) que a materialidade é uma manifestação do espiritual, propagam o livre arbítrio e o respeito incondicional à diversidade, à pluralidade, que é contraria à codificação*.

Obs.: A codificação ou normatização de Umbanda é anacrônico pois anula o que existe e o que poderia existir.

B.Cultural

Na antiguidade cometia-se um terrível engano: o de comparar culturas, tal qual aconteceu com o europeu quando esteve em terras asiáticas, africanas e americanas.

Óbvio está que não há cultura melhor ou pior, apenas são diferentes, não desiguais.

Na Umbanda temos que cultura é a resposta do homem ao desejo de existência. Em todas as acepções de cultura podemos perceber uma idéia básica de desenvolvimento, formação e realização. Também concordamos quando precisamos valorizar o conjunto de modos criados e transmitidos de uma geração para a outra, entre os membros de determinada sociedade. A cultura pode ser considerada, portanto um amplo conjunto de conceitos, símbolos, valores e atitudes que modelam uma sociedade. E cada cultura tem seus próprios valores e sua própria verdade. Esse é o mote da cultura de Umbanda, que deve ser ampliada em nosso programa político. Em suma, somos pela diversidade cultural, e principalmente pelos pontos de contato entre todas as culturas, o que sem dúvida, contribuirá para a paz interna e a paz mundial.

C. Social

Como não temos a última pergunta, não temos a resposta final sobre o social. Sabemos que precisamos manter a economia, mas não se pode esquecer dos programas sociais, não apenas emergentes (populistas) mas os de caráter estrutural, que reformem, que dirimam e neutralizem a inconcebível má distribuição de renda.

Precisamos entender melhor o que sejam políticas sociais, pois muitos confundem-na com assistencialismo ou assistência social, que não deve ser esquecida, mas é emergencial, e pode manter o status quo que sustenta a miséria. Além do emergencial, carecemos do estrutural.

Possuímos, infelizmente, muita injustiça social, há uma má distribuição de renda, com conseqüente desigualdade social, manifesta em desemprego, salários reduzidos, economia informal, descaso do Estado para com a saúde pública (favorecendo aos planos de saúde privados), com a educação (que é péssima na rede pública), com transporte, segurança (marginalização crescente). Na questão da pobreza é lamentável como nossa sociedade é omissa; não percebe a marginalização, a exclusão; forma uma classe de pessoas desesperançadas, abandonadas, à margem da socialização. O exemplo mais simples é o crescimento assustador de moradores de ruas. E mesmo assim ficamos impassíveis. E o Estado? Ah! o Estado, é ai que entra nossa participação, pois os templos, terreiros, tendas, cabanas, choças, ilês ou outra nomenclatura que viermos dar as unidades religiosas umbandistas são exemplos de inclusão, pois não há discriminação, todos são bem recebidos, num clima de respeito, carinho e fraternidade, mas também de auxílio efetivo na erradicação das mazelas espirituais, onde em verdade inicia-se toda e qualquer mazela humana.

Precisamos mobilizar nossos “terreiros” como agentes transformadores, atuando no espiritual em primeiro lugar, mas não esquecendo que nos mesmos poderemos atuar no social por intermédio de palestras gratuitas que venham esclarecer a população no âmbito da prevenção de doenças, campanhas de alfabetização, de cursos regulares supletivos (grau fundamental e médio), reciclagem, ecologia, modernidade e ensino de como conseguir vencer a inércia pessoal e social, fazendo do indivíduo um cidadão responsável e que participe ativamente da inclusão social.

Na questão da Educação na Umbanda foram muitos anos de luta para que a mesma fosse reconhecida e respeitada pela sociedade e pelo governo (Estado) como tem sido o trabalho da FTU. A primeira e única Faculdade de Teologia Umbandista do mundo é credenciada pelo MEC e autorizada a ministrar um curso superior de Teologia Umbandista com a mesma importância de qualquer curso universitário.

Este foi e é um empreendimento social vencedor, tal qual devem ser todos os umbandistas. Aumentar nossa auto-estima. Sim, a FTU é uma conquista da Umbanda, pertence a todos os Umbandistas e respeita todas as formas de fazer e pensar a Umbanda. É fundamental que todos estejam engajados nesse processo, que eleve a Umbanda a um grau de credibilidade e reconhecimento nacional e internacional que jamais tivemos, e isto nos faça por fim libertos das opressões e preconceitos. A FTU é uma conquista da Umbanda, que deixa-nos a todos com a certeza de conquistas futuras ainda mais promissoras para nossa gente e para toda a sociedade.

E o melhor, a FTU respeita a pluralidade da Umbanda e tem representante de todas as escolas umbandistas no conselho da comunidade para garantir o aprendizado da Umbanda em toda a sua amplitude e em todas as suas variações. Essa transparência é o respeito pela Umbanda, pelos Umbandistas, que encontram na FTU um espaço democrático e neutro para discutir e opinar, tal qual fazemos em nossos locutórios intra-religiosos (fato pioneiro), inter-religiosos, interdisciplinar e transdisciplinar este último gerido pelo instituto de Estudos Avançados e Pesquisas em Teologia da Convergência, órgão adido da FTU – outros programas sociais ou de responsabilidade social estão sendo desenvolvidos em parceria com outras instituições umbandistas e com o setor público e privado.

Vamos socializar nossa Umbanda, ou melhor, a nós Umbandistas. Já é tempo!

D. Político e Econômico

Talvez com o setor econômico sejam os aspectos mais difíceis e os menos entendidos. Podemos fazer política, segundo nossa visão, de três formas. A cosmética, que é superficial, que pouco ou nada muda o status quo, ao contrário, fortalece-o, mantem-no.

A essencial que procura mudar a estrutura daquilo que está estagnado, que favorece a poucos em detrimento de muitos.

A paradigmática, com certeza, é a mais importante, pois rompe com os padrões estabelecidos. Rompe com sistemas anacrônicos, que infelizmente pervadem nossa sociedade inclusive por dentro da Umbanda.

Como todos estão percebendo colocamos no mesmo item política e economia, pois estão imbricadas; infelizmente há uma interdependência, a ponto de a economia com seus lobys dominar a política.

Sim, qual o político que se elege sem ser refém do poder econômico? Estamos observando no momento atual da desastrosa política brasileira os desmandos de uma economia desvairada que compra tudo inclusive valores, sejam eles éticos, morais ou de simples atendimento a grupos de interesses.

No caso da política brasileira, parafraseamos Goëthe – “É melhor um fim com horror de que um horror sem fim”.

Citando política nos vem a mente o Estado, essa instituição todo-poderosa da sociedade. Segundo Max Weber, o Estado é a instituição política que, dirigida por um governo soberano detém o monopólio do uso da força física, em determinado território, subordinando a sociedade que nele vive.

Nem sempre o Estado existiu. Diversas comunidades do passado e do presente, organizam-se sem Ele.

Nelas não havia classes sociais e as funções políticas eram distribuídas pelo conjunto dos membros da comunidade.

Num determinado momento da história de algumas sociedades, com o aprofundamento da divisão social do trabalho, certas funções político-administrativas foram assumidas por um grupo separado de pessoas. Esse grupo passou a deter o poder de impor normas à vida coletiva. Assim surgiu o governo, por meio do qual foi se desenvolvendo o Estado.

Mas se poderia perguntar, qual é a função do Estado? Teoricamente temos duas respostas.

A primeira é a do pensamento liberal, a qual afirma que o Estado age como mediador de conflitos entre os diversos grupos sociais, conflitos inevitáveis entre os homens.

Segundo esta linha doutrinária o Estado assim fazendo promove a conciliação entre classes ou grupos sociais, amortecendo os choques dos setores divergentes para evitar a desagregação da sociedade. O Estado preserva a harmonia entre os grupos rivais, preservando os interesses do bem comum.

A segunda é a do pensamento Marxista, que afirma: o Estado não é um simples mediador das lutas de classe. É uma instituição que interfere nessa luta de modo parcial, quase sempre tomando partido das classes sociais dominantes. Assim a função do Estado é garantir o domínio de classe .

Isso ocorre por sua origem. Nascido dos conflitos de classe, o Estado tornou-se a instituição controlada pela classe mais poderosa, a classe dominante, isto é, o Estado é um organismo para a proteção dos que possuem contra os que não possuem.

Nós de Umbanda conhecemos os dois sistemas filosóficos da Teoria Geral do Estado, todavia cremos que nenhum dos dois satisfaça nossas expectativas, quando enfatizados como sendo o melhor.

Nosso processo ideológico é humanitário e atende o maior número de pessoas, todavia sem agredir o entendimento e a liberdade dos mesmos.Isto nos leva, apesar de muitas contestações à democracia, a não aceitar a ditadura (codificação é ditadura e não do proletariado) que fere as liberdades, conquistas do homem moderno.

Quanto às formas de economia, somos pela melhor distribuição de renda e fontes alternativas de oportunidades de trabalho com melhores salários, onde definitivamente amenize o enorme gradiente – poucos tem muito, enquanto muitos não têm quase nada . Precisamos cogitar disso em nosso sacerdócio, ou seremos daqueles que querem apenas aumentar nossas contas bancárias não se importando com a miséria, a fome que mata impiedosamente milhões de seres humanos em todo o planeta. Portanto, não cremos que a Umbanda e seus sacerdotes devam se pautar pelo poder econômico em detrimento do espiritual, cultural, social e político.

Sabemos o que não devemos fazer, esse já é um bom começo. No programa da FTU e das lideranças e bases parceiras temos uma proposta, que como sempre deve e precisa ser discutida, mas que com certeza não fere o decoro e a ética umbandistica.

5. A Diversidade de cultos imita a pluralidade da democracia e por analogia as várias ideologias que compõem o corpo das políticas

Para demonstrar a identidade ideológica entre diversidade de cultos ou pluralidade ritualística com a democracia, fizemos as considerações que se seguem.

Democracia é uma palavra de origem grega que significa poder do povo. O ideal de democracia representativa é ser o governo dos representantes do povo. Representantes que deveriam exercer o poder pelo povo e para o povo.

A democracia caracteriza-se por:

•  participação política do povo

•  divisão funcional do poder político

•  vigência do Estado de direito

O poder político é exercido dentro dos limites traçados pela lei a todos imposta. A lei, assim, subordina tanto o Estado como a sociedade (Estado de direito).

Como vimos a democracia deve ser de muitos para resistir a imposição de poucos (por isso a Umbanda, os Umbandistas em sua maioria é contrária à codificação).

Ao contrário da democracia a ditadura é a concentração do poder político. Sim, ditadura é uma palavra de origem latina, derivado de dictare, “ditar ordem”.

As características da ditadura são as seguintes:

•  Eliminação da participação popular nas decisões políticas

O povo não tem nenhuma participação no processo de escolha dos ocupantes do poder político.

Fazendo analogia com a Umbanda a codificação propagada, inclusive em livros, impede, tal qual a ditadura, a participação do povo, da comunidade umbandista, pois quer impor a todos seus conceitos de forma autoritária e arbitrária.

2. Concentração do poder político

O poder político fica centralizado nas mãos de um único governante (ditadura pessoal) ou de um órgão colegiado do governo (ditadura colegiada).

Fica claro que os que desejam normatizar a Umbanda, além de quererem impor uma única doutrina e ritual (o que fere a liberdade e a diversidade de cultos), querem formar um órgão normativo para toda a Umbanda, que com certeza visa destruir instituições respeitáveis e democráticas como federações, confederações, Superior Órgão de Umbanda do Estado de São Paulo, CONUB – Conselho Nacional de Umbanda do Brasil, um dos órgãos mais plurais, pois em sua ata de fundação estão muitas das lideranças de todo o Brasil.

O CONUB legitimamente consolidado como órgão representativo de lideranças e bases umbandistas é um exemplo prático de aceitação da diversidade de cultos em Umbanda, sendo por isso alvo daqueles que querem engessar e tomar de assalto o poder de Umbanda.

Não será de estranhar se para breve esses mesmos procurem ludibriar a boa gente de Umbanda com suas falácias e sofismas, pois de repente, de contrários à diversidade, e à pluralidade (e continuam contrários) se dirão fundadores delas, e os outros (nós) é que desejamos codificar, tomar conta da Umbanda . Querem inverter tudo, mas...

Para esses e para todos afirmamos que não foi nosso grupo que escreveu livros que se auto-proclamam como a única voz-verdade de Umbanda, sendo seu escritor o único enviado dos Orixás Divinos, portanto com “autorização” divina para codificar a Umbanda.

Prestemos atenção, e estupefatos veremos como agem esses codificadores é só aguardar.

3. Inexistência do Estado de direito

O poder ditatorial é exercido sem limitação jurídica. As leis só valem para a sociedade. O ditador está acima das leis.

No que concerne a Umbanda, acreditamos que o texto acima é auto-explicativo (o codificador é o ditador).

4. Fortalecimento dos órgãos de repressão

As ditaduras montam um forte mecanismo de repressão política destinado a perseguir todos os cidadãos considerados adversários ou concorrentes.

Esses órgãos de repressão espalham pânico na sociedade, implantam um verdadeiro terrorismo de Estado.

Infelizmente, muitos de nós, favoráveis à diversidade fomos perseguidos inclusive com infames acusações, que não puderam ser sustentadas em inquérito policial, e mesmo em ameaças a nossa integridade física. É inaceitável que religiosos umbandistas, sejam extremistas....é de lamentar. Felizmente é uma minoria que acredita ser maioria....

5. Controle do meio de comunicação de massas

As ditaduras procuram controlar todos os meios de comunicação de massa, como programas de rádio e de televisão, espetáculo de teatro, filmes, jornais e revistas. Monta-se um departamento autoritário de censura oficial destinado a proibir tudo aquilo que é considerado contra o governo. Somente são aprovadas as mensagens públicas julgadas favoráveis ao governo ditatorial.

Em relação a Umbanda, em sua face ditatorial, o texto é auto-explicativo.

Ao término do resumo queremos referendar as pessoas signatárias que estiverem nos locutórios, e nos congratulamos com todos, pois muitos deles fizeram verdadeiras profecias que se não totalmente realizadas, em grande parte o foram.

Carecemos de maiores esclarecimentos, de mais luzes, e entendermos que o nosso mundo, assim como cada um de nós seres humanos, está em construção, está em aberto, não é definitivo, pois reiteramos: não temos a última ou definitiva resposta, pois não temos a última pergunta .

A todos votos de paz, luz, alegria e felicidade perenes consolidados num fraternal,

Saravá!

São Paulo, 10 de agosto de 2005.

Locutório realizado na Faculdade de Teologia Umbandista.

 


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