No momento em que a Faculdade de Teologia Umbadista (F.T.U.) formaliza o saber religioso, por meio de seu credenciamento como instituição de ensino superior, obtido junto ao MEC, abre-se o canal de comunicação com a sociedade, incluindo as matérias acadêmicas, permitindo desta forma o questionamento e revisão recíprocos. Particularmente na Umbanda, o conhecimento é tido como dialético e direciona-se, pela evolução constante à realidade entendida como Sabedoria Integral, não-dualista.
Assim a F.T.U. tem como mote a geração de idéias e ações no sentido da Paz Mundial, contribuindo para a aproximação dos povos e para a vitória sobre as diferenças em todos os níveis, já que a Umbanda é amplamente includente, recebendo pessoas de todas etnias, níveis sociais, políticos, econômicos e culturais colocando-as em igualdade de condições nas suas práticas ritualísticas.
De acordo com essas premissas, a F.T.U. através do seu Conselho de Pesquisa e Extensão (CONSEP) estará realizando três locutórios aonde a comunidade, umbandista ou não, possa se integrar em seu processo acadêmico, por meio de um debate público.
1. Locutório Intra-Religioso
Destina-se a todos os Umbandistas, sacerdotes ou não, ligados a qualquer segmento da Umbanda, para que possam se expressar livremente colocando suas visões e duvidas, que serão amplamente discutidas entre todos. No final de cada encontro, e após esgotadas todas discussões pertinentes, se fará um apanhado geral dos debates ressaltando os temas onde prevaleceu o consenso universal livre, que não deve ser confundido com codificação que é reducionista, limitante e autoritária. O consenso universal livre, ao contrário, é amplo, sem fronteiras, pois se fundamenta no acordo de idéias. Caso tal consenso não ocorra, nos próximos encontros o Locutório retornará as discussões, sempre na busca do acordo.
Ficam desde já, todos os Umbandistas, sacerdotes, dirigentes ou não, convidados a participarem deste espaço público(fórum) de discussão.
Importante salientar que este espaço fará com que todo umbadista, independente de segmento ou grau cultural, possa expressar-se livremente, onde a Umbanda e sua doutrina sejam discutidas publicamente , todas as duvidas possam ser dirimidas de forma aberta, clara sem nenhum cerceamento.
Assim, todos estão incluídos, sacerdotes, médiuns, cambonos, filhos espirituais, filhos de fé, simpatizantes, enfim toda a sociedade.
2. Locutórios Inter-Religioso
Nesse espaço, também por meio do debate público, buscaremos estabelecer o dialogo com todos os segmentos religiosos, similar ao processo descrito para o locutório intra-religioso. Todos os setores filosóficos - religiosos estão convidados para o EVENTO.
Neste locutório teremos a discussão aberta entre a ciência., a filosofia, a arte e a religião. (complexidade e convergência).
É preciso ressaltar de forma a não gerar qualquer tipo de dúvida, que a F.T.U. não quer o poder, pois a mesma não deseja controlar a vida e as ações alheias, todavia, já nasceu com autoridade que é a capacidade de orientar aqueles que assim desejam.
Esta iniciativa é uma oportunidade ímpar para que a comunidade, umbandista ou não, tenha um local público de discussão, onde as idéias possam ser colocadas sem qualquer constrangimento ou cerceamento.
Todos estão convidados, religiosos, cientistas,artistas, filósofos enfim, todas a sociedade poderá participar deste espaço que visa trazer o saber religioso para o nível acadêmico como uma oportunidade de renovar este saber, pondo à prova sua essência no debate e intercâmbio com outros ramos do conhecimento humano.
Encerrando, consignamos que esta iniciativa faz parte da larga tolerância com as diferenças, mote fundamental da F.T.U..Ser tolerante com as diferenças é ser capaz de conviver amistosamente com quem difere ou diverge de si ou de sua estrutural cultural.
A tolerância permitindo a exposição clara e honesta das diferenças, facilita o aprendizado, pode afastar mitos e aproximar a verdade. No outro extremo está a tolerância com o erro, com o crime, com a atividade anti-social. Enquanto a primeira é uma virtude a segunda constitui defeito de caráter.
A F.T.U. tem na tolerância com as diferenças a essência da ética umbandista, pois exalta as semelhanças. A modernidade tem como principal conquista o respeito as liberdades individuais, que possibilita a construção de uma sociedade mais justa, solidária, sem intolerância onde prevaleça as semelhanças e não as diferenças. Ressaltamos ser esta uma promoção pioneira, inédita, tal qual é a F.T.U..
Mais uma vez reiteramos nosso convite a todos os segmentos umbandistas, que encontrarão na F.T.U. a Umbanda, que não é monopólio deste ou daquele segmento. Temos plena convicção que a Umbanda não surgiu dos homens para os Orixás, mas dos Orixás para os homens. Acreditamos que a F.T.U. legitimada e legalizada, seja fruto não só de esforços dos homens mas, principalmente, do Astral Superior, dos Guias Espirituais, que estão em todos os templos de Umbanda.
Oportunamente estaremos ampliando os esclarecimentos e informando as datas e horários destes encontros, que visam resgatar as condições de igualdade, como assegurar o direito inalienável da livre expressão de credo e pensamento, que conduz à Convergência e à Paz Mundial.
Na esperança de encontros felizes... Já e tempo de realização plena...
Bênçãos de paz e luz a toda Comunidade Planetária.
Mestre Arhapiagha
(F.Rivas Neto)
Locutórios realizados na FTU
Data do EVENTO: 07/maio/2008 Local:Salão Nobre da Faculdade de Teologia Umbandista
Participantes da mesa: Mãe Márcia Pinho de Yemanjá, Mãe Maria Nazareth Dória, Pai Albenes, Pai Sabotinã de Xangô, Mãe Apanavy de Oxossi, Pai Marcelo D´Ogum, Pai Bruno, Pai Roger Soares.
- Posse da primeira diretoria do CONSUB - Conselho Nacional de Sacerdotes de Umbanda do Brasil.
- A Presidente do CONSUB, Mãe Márcia Pinho, iniciou o locutório com o tema: CODIFICAÇÃO DA UMBANDA, ao qual os sacerdotes presentes opinaram a respeito.
O locutório realizado no dia 30 de maio de 2007 nas dependências da FTU dentre outros foi mais um marco para a Umbanda.
Como é notório, todos os acontecimentos realizados na FTU são de uma total transparência e respeito ao público em face da publicidade com que são realizados, vide divulgação pela internet, etc...
A mesa de discussão formada pelo corpo discente, abriu a série de debates acadêmicos.
Como professor me jubilei com a profundidade das discussões, essas diamantadas pelas palavras e ensinamentos de Pai Rivas. (Eugênio Paiva de Moura - Prof.de Administração Templária - FTU)
A Umbanda é essencilamente inclusiva, portanto isenta de preconceitos, dogmas. Não é só religião. É Filosofia. É ciência. É Arte. É amor e sabedoria cósmicos.As matrizes formadoras ou os aspectos míticos e místicos de Umbanda se amoldam ao imaginário do povo brasileiro, do povo planetário, sendo pois universal (ethos planetário).
Embora o lema principal seja a tolerância e o respeito com os demais setores filosoficorreligiosos, a Umbanda é contrária a uma identidade rígida, exclusiva, pois isto exalta as diferenças. A Umbanda valoriza as semelhanças, sendo contrária as desigualdades em todos os âmbitos, pois a mesma remete a: forte e fraco (fator político), rico e pobre (fator econômico), sábio e ignorante ( fator ideológico).
A identidade umbandista tem como principal característica principal a inclusão (pontos de contato que eliminam, as desigualdades) espiritual, social, cultural, política e econômica.
Reiteramos, que a diversidade umbandista não é falta de identidade, é sim a construção de alicerces formadores da universalidade, próprios de sua inegualável unidade aberta.
Obs.: Inclusão é não á exclusão; não à invisibilidade sócio-cultural; é ponto de contato com todos seus segmentos ou escolas; é o ponto de contato com outras religiões, filosofias, ciências e artes.
Convidados:
Pai Cássio Lopes Ribeiro – FUCABRAD; Ronaldo Antonio Linares – Casa de Pai Benedito; Pai Demétrio Domingues - Associação Paulista de Umbanda; Pai Rivas – FTU.
Aspectos Internos 1. União Umbandista 2. Diversidade dos cultos Umbandistas 3. Respeito às diferenças 4. Convivência Pacífica 5. Na diversidade de cultos, a Umbanda encontra sua unidade
Aspectos Externos 1. Aspectos internos realizados 2. Promover Políticas não somente corporativistas 3. Atuação direta ou indireta no poder Legislativo, Executivo e Judiciário (Pressão Social) 4. Políticas que precisamos ter nos seguintes aspectos: a. Espiritual b. Cultural c. Social d. Político e. Econômico 5. A diversidade de cultos imita a Pluralidade da Democracia e por analogia as várias ideologias que compõem o corpo das políticas.
Causas e conseqüências da expansão neopentecostal Sinais da espiritualidade superior- Aspectos desencadeantes: espiritual, cultural, social, político e econômico - Análises: acadêmica (sócio-antropológica) e teológica (teologia da Felicidade) - Reversão do processo = atuação séria e compromissada da Umbanda com o individual e, principalmente, com o coletivo ou a sociedade - Outros aspectos: filodóxicos e filosóficos
Diversidade Ritualística de Umbanda - Diversidade na Forma de Apresentação das Entidades de Umbanda - Exu - Aspectos Poliédricos - Tradição Cósmica - Tradição Universal - Tradição como uma Unidade Aberta