O mito de origem: Uma revisão do ethos umbandista no discurso histórico
Autoria: Maria Elise Rivas
Data da publicação na mídia: 30/04/2008
Data da publicação no site: 24/06/2009
Descrição: TCC - Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à FTU-Faculdade de Teologia Umbandista, como requisito parcial para a obtenção do titulo de bacharel em Teologia Umbandista.- Orientador: Prof.F. Rivas Neto.
Resumo: O trabalho teve como objetivo fazer uma nova leitura do mito de origem da Umbanda, marcado pela figura de Zélio Fernandino de Moraes em 1908, abordando as questões sócio-políticas culturais da época: a manipulação da mídia reforçando o embate com negros feiticeiros, curandeiros, raizeiros, cultos de possessão, medicina. Enfatizamos o confronto entre a cultura de brancos e miscigenados, com o apoio no cientificismo positivista de Comte e o evolucionismo biológico de Spencer, que defendia a eugenia, e desacreditava tudo que não fosse oriundo da cultura ocidental.
A marca negativa deixada por Nina Rodrigues aos cultos de possessão de negros e miscigenados, como doença mental e associação a desvios de conduta no final do século XIX reforçava a discriminação e a necessidade de embranquecimento do homem e sua cultura. Assim, optamos por buscar outras personagens, que poderiam ou não ser negros e mestiços, dos movimentos de possessão ou transe para demonstrar que a Umbanda teve sua origem de forma descentralizada e diversa em suas manifestações, com influências das matrizes formadoras da cultura brasileira. Para tanto, retomamos as figuras de Juca Rosa, 1873, do Rio de Janeiro, que dominou os folhetins da época e de João de Camargo, o santo de Sorocaba, 1900.
Abordamos, também, as Escolas Umbandistas, diferentes formas de se fazer e pensar a Umbanda, e uma entrevista com Zélia e Zilméia de Moraes, para melhor entendimento de nossa defesa de que a Umbanda já existia antes de Zélio.
A marca negativa deixada por Nina Rodrigues aos cultos de possessão de negros e miscigenados, como doença mental e associação a desvios de conduta no final do século XIX reforçava a discriminação e a necessidade de embranquecimento do homem e sua cultura. Assim, optamos por buscar outras personagens, que poderiam ou não ser negros e mestiços, dos movimentos de possessão ou transe para demonstrar que a Umbanda teve sua origem de forma descentralizada e diversa em suas manifestações, com influências das matrizes formadoras da cultura brasileira. Para tanto, retomamos as figuras de Juca Rosa, 1873, do Rio de Janeiro, que dominou os folhetins da época e de João de Camargo, o santo de Sorocaba, 1900.
Abordamos, também, as Escolas Umbandistas, diferentes formas de se fazer e pensar a Umbanda, e uma entrevista com Zélia e Zilméia de Moraes, para melhor entendimento de nossa defesa de que a Umbanda já existia antes de Zélio.
Palavras-chave: Mito de Origem, Escolas Umbandistas, Cultos de Possessão, Cultura, Juca Rosa, João de Camargo, Zélio de Moraes
Monografias 