






As desigualdades sociais, econômicas, políticas e culturais acumulam-se de tal forma que sentimos atingir um ponto de instabilidade social, marcado por violência e competição exacerbadas, em que mesmo a concentração de riquezas não é capaz de proporcionar vida com qualidade e liberdade.
Na expectativa de minimizar os efeitos deletérios do sistema vigente, muitas empresas e organizações dos três setores sociais procuram saídas que promovam a cidadania, a melhor distribuição de renda e maior saúde e educação à população.
Muitos programas e projetos de atuação, compromisso e responsabilidade social têm surgido. Contudo, a adesão aos mesmos parece inversamente proporcional à profundidade da ação de cada projeto. Assim, as obras assistencialistas que socorrem a questões emergenciais, sem maior compromisso de cada indivíduo a não ser com a arrecadação ou oferta de donativos conseguem mais adesões do que aquelas que pretendem mudanças estruturais que combatem as causas da miséria, da fome e da exclusão social. Acreditamos que dentre os motivos da pouca participação encontram-se as perspectivas que se têm desses mesmos projetos. Para a maioria das pessoas, o engajamento de indivíduos ou empresas em projetos de ação social constitui-se em atividade opcional ou de benemerência e não uma resposta a necessidades reais de cada um de todos nós. Como uma atividade entendida como além da necessidade e da obrigação, seus frutos acrescentam aos participantes mas não correspondem a subtração de valor aos que se posicionam à parte.
Além disso, os estímulos para assumir uma postura de compromisso social resumem-se a questões de ordem moral. Incluindo-se a busca da efetivação dos direitos humanos, e pela perspectiva de lucro financeiro pela exploração do marketing social. Em outras palavras, para responder aos questionamentos de ordem moral ou legal, indivíduos e pessoas apenas reorganizam suas estratégias de competição no mercado, negando a idéia de cooperação do ato, com a intenção distorcida na sua execução.
Levemos ainda em conta o fato de que como se reduz a proposta de cooperação a apenas mais uma estratégia de competição, sua força de sustentação se esvai à medida que a demanda de mercados aumenta.
O Projeto de Responsabilidade Social da Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino, em associação com a Faculdade de Teologia Umbandista e conduzido pela Fundação Arhapiagha para a Paz Mundial pretende reverter essa situação, apresentando um diagnóstico claro das causas das desigualdades e buscando o remédio eficaz para neutralizá-Ias. É preciso entender que a doença atinge a todos pois a etiologia fundamental encontra-se instalada em praticamente todas as pessoas, variando apenas as formas de expressão ou manifestação na dependência da classe social de cada indivíduo.
" NA UMBANDA CARIDADE É EMERGENCIAL.
RESPONSABILIDADE SOCIAL É ESTRUTURAL."
Responsabilidade Social é a preocupação
que devemos ter em participar de forma
ativa nos projetos voltados para o bem
estar da Sociedade em geral. Portanto ser
socialmente responsável é procurar criar
novas alternativas que introduzam as
mudanças sociais por todos desejadas,
elevando a participação da Comunidade
e a qualidade de vida das pessoas
nela integradas. Responsabilidade Social é sinônimo de
Ética, Cooperação e Restauração do
Sagrado (Convergência entre Filosofia,
Ciência, Arte e Religião).
Emergencial = Caridade = = > Provisório
Estrutural = Responsabilidade Social = = > Definitivo
" A UMBANDA VISA DIMINUIR A
DISTÂNCIA ENTRE O DESEJÁVEL
E O POSSÍVEL."
Pai Rivas
(agosto de 2003)